sábado, 3 de setembro de 2011

Luisa se estressa contra sua casa








Porque eu também tenho direito à fala.

Os meus atos nunca deveriam ser levianamente julgados.

E se eu tenho partes podres, são partes podres contextualizadas.

O apodrecimento não é um processo individual.

Viver não é um processo solitário.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Aula de Expressão Corporal




Manhã de quarta-feira,

7hs 20 min,

São Leopoldo,

Entre a Casa Azul e o Fiesta Negro,

Sacola, calça, meias e polígrafo nas mãos.

Corri até o Fiesta Negro, abri a porta e entrei.

Lasquei a orelha esquerda (!)

AI !

Acariciei minha orelha latejante.

Quente, vermelha, e com uma região com uma textura de cera (!)

Rasguei? Rompi a cartilagem?

Não sai sangue...

Comuniquei a dor. Depois o ocorrido.

Comecei a tirar a cera enigmática. Parei assustado.

Apavorado.

Deixei.

Mostrei pra garota: - Ai, nem é nada. Nem dá pra ver nad...MEU DEUS!!! Guilherme, tem um furo e uma bolota de sangue!!!

A mulher estacionou o carro alarmada.

Saí. Ela também.

Analisou. Sem o cuidado esperado de uma futura enfermeira, mas analisou.

- Cuidado! Não toca assim! Vai com calma!
- Tá bom, deixa eu ver! Qualquer coisa tu vai no Posto de Saúde. Ah, não é nada. É um adesivo.

Um adesivo do carro? Grudou quando eu entrei apressado pelo tempo e pelos gritos que me chamavam indignados? Não dormi a noite inteira. Acompanhei o amanhecer, o gorjear dos passarinhos com a aparição dos raios solares. Rubros. Deslizando o início das nuvens bem formadas. Preciso de um energético. Industrial. Cítrico. Barato. Ai, que vergonha. Alguém pode se assustar com a minha orelha pendurada. De morto-vivo. Enquanto isso a cera promovida para adesivo continua na minha orelha. A música da Madonna continua na minha cabeça. E a sensação de ter sido crucificado vivo continua no meu corpo. Músculos débeis, mente disperta. Enquanto isso time goes by so slowly .

Entrei no banheiro masculino. O homem me olha enquanto desfecha a braguilha. Analiso minha orelha esquerda. É um adesivo? Arranco rápido e praticamente sem dor. É UM ADESIVO!!! Vermelho. Flechina negra no centro. Sangue e furo. Plano perfeito. Eu sabia que ele havia grudado adesivos no meu rosto, mas não na traseira da orelha esquerda!!! O homem mijou, sacudiu, ficou mais um tempo e foi. Será que ele percebeu alguma coisa? Ri por dentro. Ri com gosto e com amor. Pelo meu amor. Amor travesso.

Obrigado, amor.
Mãe, Mana.
Beijos.


http://www.youtube.com/watch?v=EDwb9jOVRtU



terça-feira, 23 de agosto de 2011

AUTO


crítica
mático

bola de neve pegando fogo

ressentimentos à flor da pele

abandono em todas as instâncias que importam

da sexualidade contida às emoções

Contidas.

desligamento familiar insucedido

reconciliação nebulosa






quinta-feira, 2 de junho de 2011







TANTA COISA ACONTECENDO e eu aqui na praça, dando milho aos pombos.














* Zé Geraldo desafiando a censura militar *



sexta-feira, 29 de abril de 2011

muito pra mim é nada

T U D O, pramim nãobasta!


eu QUERO cada gesto, cada palavra cadasegundodasuaatenção



- Faça isso por mim, leve a dor pra longe daqui.


Estou cansada de ouvir que eu só sei amar errado

Estou cansada de me dividiiiiiiir


Quem é que vai dizer



O QUE FALAR?



Calar?



Querer?




Eu quero absurdos Quero amor sem fim Quero te dizer que









Eu só sei amar assim... Mas um dia. Um dia. Talvez amanhã, então me dê mais uma chance.


Aliás, me dê mais uma chance?




sábado, 26 de março de 2011

MilMáscaras

Na frente dos outros

B E L A V I O L E T A

Por detrás

FRUTOPODRE

quinta-feira, 24 de março de 2011

Nada, não sinto nada por ti.

Chorando, o coadjuvante abraça o protagonista e fala com bastante dificuldade devido aos soluços e lágrimas, o corpo incendiado:

-A última vez em que eu estive na casa dela só pensei em ti. Tive a certeza de que tu é a pessoa que eu mais amo.

Soberbo, controlando as emoções e detrás das mil máscaras que cobrem seu rosto deformado falou o coadjuvante:

- Protagonista, eu não tenho cinco páginas para ti. Na verdade, não sinto nada por ti. Nada.