é a tontura
da leitura
que causa
imensa
vertigem
intelecto
sobrecarregado
de informações
do passado
as imagens
são o pior
nossa cabeça
não presta
me encho
de letras
até entupir
de ciúme
repulsa
dor na coluna
estou engordando
porque parei
de fumar
estou machucando
a você
porque congelei
meus limites
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quinta-feira, 4 de março de 2010
Tombo da Nuvem
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Ligação Telefônica

Morri na praia depois de beber
As letras cancerígenas do mar
Morri na estação metroviária
Depois de vomitar as palavras reais
Anda, rei
Cospe na calçada suja
Que te sustenta
Morde meu peito murcho
Que te amamenta
Eu te amo mas fui desmentido
A dúvida confessional
Corrompe o ensaio da
Simultaneidade passional
Passe...
Como passa o paladino
Como passa o comparsa
Como passa minha farsa
A água sempre crê nas farsas
Porque o palhaço não profere farsas
domingo, 18 de outubro de 2009
meu Coração Não Escolhe por quem bater
De tempos em tempos
Eternamente
Homens de todos os tipos
De mulheres à crianças
Revezam-se na perdura constante
De preconceitos incessantes
Seria a ruína de nossa era
Ou réplica de passadas eras?
A condição de mortal
Assim como de animal
Não me foi escolhida
Nem por Deus regurgitada
Meu coração não escolhe por quem bater
Bate simplesmente
Irreverente
Minha máscara não oculta
Revela
Não sou homem seletivo
Quando apenas instintivo
E instinto cravado
Não pode ser contrariado
é Engraçado como a Melancolia Funciona
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
A Face Borrada
terça-feira, 28 de julho de 2009
Lena
Ei, alma serena!
Hei de excessivamente adjetivá-la:
Maluca e multicolorida fêmea
Das feições brandas e voz suave,
Tens o rosto de lenha!
Observo em tal madeira
Harpa transgressiva.
Fonte musical de brado protestante
Que aventura-se através das paisagens elevadas
Tal pardal subversivo
Hei de encontrar tua essência vampiresca
Teu trejeito borboleta
Cara Milena
Hei de excessivamente adjetivá-la:
Maluca e multicolorida fêmea
Das feições brandas e voz suave,
Tens o rosto de lenha!
Observo em tal madeira
Harpa transgressiva.
Fonte musical de brado protestante
Que aventura-se através das paisagens elevadas
Tal pardal subversivo
Hei de encontrar tua essência vampiresca
Teu trejeito borboleta
Cara Milena
sábado, 25 de julho de 2009
.alastrar-te-ei.
Morena do corpo delgado
.alastrar-te-ei.
Árvore monóica do século passado
.alastrar-te-ei.
Lunática do nome estilizado
.alastrar-te-ei.
Nogueira das chamas eretas
Fogueira das flores esbeltas
Eis meu desatino loquaz,
Meu desvario de amar
Que encontra paz
No compulsão de qualificar
Ovo
Lacto
VegetAriana
Regida por marte,
Dá-me um abraço
Outro afago
Que teus dois braços
Resultem no toque suave
Do beijo-labareda
Por nossos lábios semeado
(com) Partilhado
.alastrar-te-ei.
Árvore monóica do século passado
.alastrar-te-ei.
Lunática do nome estilizado
.alastrar-te-ei.
Nogueira das chamas eretas
Fogueira das flores esbeltas
Eis meu desatino loquaz,
Meu desvario de amar
Que encontra paz
No compulsão de qualificar
Ovo
Lacto
VegetAriana
Regida por marte,
Dá-me um abraço
Outro afago
Que teus dois braços
Resultem no toque suave
Do beijo-labareda
Por nossos lábios semeado
(com) Partilhado
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Enterro No Pátio

Suado e fatigado
Cheirava à terra
Sentou a dois palmos de distância
E permaneceu calado
Estático
Escorria pesar dos olhos verdes
Lágrimas sujas de terra
Que percorriam a face úmida
Misturavam-se com suor e sujeira
Formando sopas orgânicas
Sopas que transbordavam vida, dor
Mas sequer uma gota de júbilo
Não agora, não nessa hora
Nesse instante em que nem o sol poente ousa retornar
Aproximou-se fungando
Envolveu-me em seus braços
Quase sufocando-me
Chorava desvairado
Senti seu corpo trêmulo
Colado ao meu
Assim como há vinte e sete anos atrás
Nos confins do sereno, quente, materno ventre
Rasga-me o peito
A simples lembrança do leito
A cama de odores, as maternas e alvas flores
Cama, agora vazia.
Onde um dia
Doce mulher repousou.
Da Repetição - Poesia n° 1

Sentado em rocha fria a ponderar melancolias
Pus-me ao vento forte refletir minha vida
A mão não pára enquanto a melodia não cessa
A mesma melodia que ilude
Que imudece e apaixona
O sangue me corre,
Mas quando não corre
Morre
Cose um leito de fogo
Fogo de lábios rubros
São túmulos imaturos
Rimas indecentes,
Rimas sem um pente
Descabeladas rimas,
Zombeteiras personificadoras
De escarninho
Deleitem-se com minhas vidas
Morem em meu corpo áspero
Alma frágil
Gotas de Sal
Brotaram-me gotas de sal na face já descolorada
Resvalam consigo dor, em conjunto amor
É apenas euforia dissimulada ou constante agonia?
Perco-me e sinto falta de um motivo para assim gotas derramar
Prossigo, tudo para assim minha dor estravazar, quiçá
Amenizar
Nada mais que um monstro a me habitar
Pergunto-lhe: Terás prazer em alimentar-se de meus pesares?
O rugido fomenta minha dúvida libertando-o
Nenhuma sina, mais o perturbará
Nenhuma gota, de mim resvalará
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Barata Fúnebre
Hoje pequei
Não pense que chorei
Vendo que na agonia do ser
Uma vida tirei
Repousada em suave janela,
Tornei seu refúgio
Mortífera panela
Horrorizada, agora sufocada,
Expirou.
Ainda posso ver seu corpo contorcido
Deixar a vida com dor lânguida
No fim de sua existência cândida
Não pense que chorei
Vendo que na agonia do ser
Uma vida tirei
Repousada em suave janela,
Tornei seu refúgio
Mortífera panela
Horrorizada, agora sufocada,
Expirou.
Ainda posso ver seu corpo contorcido
Deixar a vida com dor lânguida
No fim de sua existência cândida
sexta-feira, 12 de junho de 2009
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